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Histórico
2002: Setenta Anos De Sindicalismo e Desenvolvimento Empresarial
No início da década de 20, na cidade do Rio de Janeiro,
emigrantes portugueses começaram a montar pequenos estabelecimentos
de marcenaria e de carpintaria que, no curso dos anos seguintes,
iria dar origem a uma próspera atividade industrial da madeira.
Finda a Primeira República, em 1930,
não só Getulio Vargas chegou para tomar posse no Governo,
mas também chegavam as novas idéias de cunho social,
vindas da Europa, e que já desde os primórdios do
Governo Arthur Bernardes se fazia sentir com a Semana de Arte Moderna
em São Paulo e mais especificamente, com a promulgação
em 1923 da Lei Eloy Chaves que inicia, no Brasil o ciclo da Previdência
Social.
Os novos tempos, então iniciados, não
encontraram desprevenidos com o futuro, aqueles emigrantes portugueses
já então incorporados ao espírito de
brasilidade aos quais se viriam juntar, pouco mais tarde
emigrantes de origem judaica que, juntos, iriam construir as bases
do desenvolvimento empresarial da madeira.
As pequenas oficinas iniciais, começaram
a transformar-se em fábricas, espalhando-se, algumas, pelos
subúrbios do então Distrito Federal, mantendo-se no
centro da cidade um núcleo inicial que iria dar origem a
nossa Casa.
Esse núcleo que se manteve no centro
da cidade, espalhava-se do Campo de Santana, junto ao Corpo de Bombeiros
e pelas ruas Frei Caneca e Salvador de Sá até a Cidade
Nova de um lado, e do lado oposto,desde a Saúde até
o final da rua General Pedra, fixando-se principalmente nas proximidades
da Praça Onze.
Foi aí que tais obreiros da madeira,
cientes da sua responsabilidade futura, em 1932, faz setenta anos
atrás, criaram a UNIÃO DOS PROPRIETÁRIOS DE
MARCENARIA, com o objetivo primordial de desenvolver a indústria
na então Cidade Maravilhosa.
A novel sociedade de empresários, consciente
das suas responsabilidades com o desenvolvimento das empresas e
com a proteção do trabalhador prontamente sentiu a
necessidade de criar uma Cooperativa Contra Acidentes do Trabalho
e um Sindicato empresarial, o que ocorreu em 08 de março
de 1934 conforme decisão DRT 4721/34, com o nome de
Sindicato Profissional dos Empregadores emitida a carta sindical
definitiva através do processo TDR 69388 de 1937, consolidando
em definitivo o nome SINDICATO DA INDÚSTRIA DA MARCENARIA
DO RIO DE JANEIRO
Assim, vemos que nossa Casa é, possivelmente,
a mais antiga entidade sindical que uniu, no Brasil, os empresários
da madeira.
Entre os fundadores da União dos Proprietários
que pertenciam ao núcleo estabelecido no centro da
cidade - cumpre destacar Albino de Barros, seu primeiro presidente,
Manoel de Almeida Mattos benemérito incentivador da
Cooperativa e do Sindicato Eduardo Freire, Antônio
Monteiro, Antônio Palermo, Leopoldo Ferreira e Manoel Maria
Alves, que figurava como o primeiro sócio do sindicato.
No núcleo que veio a se estabelecer
nos subúrbios da cidade ou para lá se transferiram,
Adelino Ferreira , hoje Fábrica de Móveis Rio DOuro,
que foi o primeiro industrial a produzir moveis em Série
no Rio de Janeiro, Irmãos Lamas, Móveis Soeiro, os
irmãos Macieira aos quais, posteriormente vieram a se juntar
os industriais de origem judaica como os Brunchport, os Uderman,
os Lockiec, os Richard Klein, entre outros que por décadas
ou, até hoje, continuam a engrandecer nossa entidade sindical
aos quais, já em épocas mais recentes, vieram a integrar
esta Casa.
Ainda na década de 30, o nosso sindicato
e a cooperativa se estabeleceram na Av. Henrique Valladares 149,
onde permaneceu até início da década de 60,
quando se transferiu para a sede própria adquirida pela Cooperativa
de Seguros Contra Acidentes do Trabalho do Sindicato da Indústria
da Marcenaria do Rio de Janeiro, na rua Irineu Marinho.
Da década de trinta até o final
da década de 70, foram 8 lustros de desenvolvimento empresarial
e sindical. Aos nomes já citados e outros vieram compor os
quadros de nossa indústria e de nosso sindicato, novos empresários
e suas empresas.
Consolidado o Sindicato e a Cooperativa
fundada esta com um capital inicial, ainda em 1932, de duzentos
contos de reis ainda no final da primeira década,
Orlando de Almeida Mattos, filho de Manoel de Almeida Mattos, fundador
de ambas as entidades, que presidia a Cooperativa, foi obrigado
, face a vacância da presidência do sindicato, foi para
ela eleito, sendo substituído na presidência da Cooperativa
por Luiz Mellone Jr., sócio da Braford, empresa paulista
que aqui também se estabelecia.
Pela confiança de seus pares Orlando
de Almeida Mattos e Luiz Mellone Jr., deram amplo desenvolvimento
as duas entidades, que se tornaram respeitadas no âmbito de
suas atividades. Novas indústrias vieram a compor os quadros
da cooperativa e do sindicato e muitos nomes surgidos ao correr
do tempo alguns ainda hoje presentes na vida sindical
não podem ser esquecidos pelas lutas empreendidas.
No período das décadas de quarenta
a inicio de oitenta, quando os destinos da Cooperativa e do Sindicato
estiveram sob a presidência de Luiz Mellone Jr. até
a extinção da Cooperativa,, por força da lei
que passou para o INPS, recém criado, a carteira de seguros
contra acidente do trabalho, em 1967 e de Orlando de Almeida
Mattos que presidiu o Sindicato até 1982 um
nome não pode ser esquecido, pelos serviços que prestou
desde 1932, ainda quando União dos Proprietários de
Marcenarias: Octávio Lopes de Cruz.
Octávio Lopes da Cruz, ainda que não
fosse fabricante de móveis, mas empregado de ambas as entidades,
foi até 1964 quando já participante, como minoritário,
de uma tradicional empresa de móveis Gerente do Sindicato,
deixando esta função para representar com singular
êxito nossa entidade sindical como Vogal perante a 13ª
Junta de Conciliação e Julgamento do Rio de Janeiro,
e Gerente da Cooperativa, até sua extinção
em 1967.
Em 1982 depois de conduzir o Sindicato por
exatos 40 anos, Orlando de Almeida Mattos, passou a presidência
da Casa para Gil Grosman (Celina Indústria e Comércio
do Mobiliário) que a exerceu até 1995, quando foi
eleito Josef Herszenhaut ( Favo ) e que, em 1998, passou a presidência
para Joaquim Gomes da Silva ( Modern Closet ), que exerce atualmente
a presidência.
Nos últimos 20 anos, grande foi a transformação
ocorrida. Aos três últimos presidentes, juntamente
com suas diretorias, couber enfrentar os novos tempos, com todas
as suas dificuldades.
Durante sua gestão, Gil Grosman comandou
as reformas necessárias que culminaram com a fusão
em 1985 com o sindicato que representava as carpintarias, tanoarias
e serrarias do município,fusão esta aprovada em 11
de fevereiro de 1985, passando o Sindicato a denominar-se SINDICATO
DAS INDÚSTRIAS DE MARCENARIAS, SERRARIAS, CARPINTARIAS, TANOARIAS,
MADEIRAS COMPENSADAS E LAMINADAS, AGLOMERADOS E CHAPAS DE FIBRAS
DE MADEIRAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, e a obtenção
de nossa sede social na Av. Franklin Roosevelt 194, sobre loja -
sala 207 Centro/RJ.
No período seguinte Josef Herszenhaut
trabalhou no sentido de consolidar o trabalho realizado na gestão
anterior, o que vem permitindo ao presidente atual, já em
seu segundo mandato, dar novas diretrizes ao nosso Sindicato de
forma a ajusta-lo as necessidades do novo século, prenuncio
do novo milênio.
Visando ajustar o Sindicato as necessidades
da categoria econômica a que pertence, o atual presidente
Joaquim Gomes da Silva em seu primeiro mandato passou a participar
intensamente dos trabalhos da FIRJAN, o que vem possibilitando a
obtenção de vitórias memoráveis, inclusive
em pleitos junto ao Governo Estadual.
Em dezembro de 2000, apoiando um pleito de
associados que não se beneficiavam dos resultados da categoria,
pois não abrangidos pela atuação da entidade,
conseguimos através do processo 46000.007662/2001, já
em fase de homologação junto ao Ministério
do trabalho, a extensão da abrangência da atividade
sindical para podermos dar assistência legal aos empresários
das indústrias de junco, vime, vassouras, escovas, pinceis,
cortinas e estofos do município do Rio de Janeiro.
Tais vitórias e novos empreendimentos,
animam a todos nós, diretores e empresários, aos novos
embates as novas lutas que, certamente, levarão esta Casa
ao seu promissor destino.
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