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As
pequenas oficinas iniciais, começaram a transformar-se em
fábricas, espalhando-se, algumas, pelos subúrbios
do então Distrito Federal, mantendo-se no centro da cidade
um núcleo inicial que iria dar origem a nossa Casa.
Esse núcleo que se manteve no centro da cidade, espalhava-se
do Campo de Santana, junto ao Corpo de Bombeiros e pelas ruas Frei
Caneca e Salvador de Sá até a Cidade Nova de um lado,
e do lado oposto,desde a Saúde até o final da rua
General Pedra, fixando-se principalmente nas proximidades da Praça
Onze.
Foi aí que tais obreiros da madeira, cientes da sua responsabilidade
futura, em 1932, a 77(setenta e sete) anos atrás, criaram
a UNIÃO DOS PROPRIETÁRIOS DE MARCENARIA, com o objetivo
primordial de desenvolver a indústria na então Cidade
Maravilhosa.
A novel sociedade de empresários, consciente das suas responsabilidades
com o desenvolvimento das empresas e com a proteção
do trabalhador prontamente sentiu a necessidade de criar uma Cooperativa
Contra Acidentes do Trabalho e um Sindicato empresarial, o que ocorreu
em 08 de março de 1934 conforme decisão DRT - 4721/34,
com o nome de Sindicato Profissional dos Empregadores emitida a
carta sindical definitiva através do processo TDR 69388 de
1937, consolidando em definitivo o nome SINDICATO DA INDÚSTRIA
DA MARCENARIA DO RIO DE JANEIRO
Assim, vemos que nossa Casa é a mais antiga entidade sindical
que uniu, no Brasil, os empresários da madeira.
Entre os fundadores da União dos Proprietários - que
pertenciam ao núcleo estabelecido no centro da cidade - cumpre
destacar Albino de Barros, seu primeiro presidente, Manoel de Almeida
Mattos - benemérito incentivador da Cooperativa e do Sindicato
- Eduardo Freire, Antônio Monteiro, Antônio Palermo,
Leopoldo Ferreira e Manoel Maria Alves, que figurava como o primeiro
sócio do sindicato.
No núcleo que veio a se estabelecer nos subúrbios
da cidade ou para lá se transferiram, Adelino Ferreira ,
hoje Fábrica de Móveis Rio D'Ouro, que foi o primeiro
industrial a produzir moveis em Série no Rio de Janeiro,
Irmãos Lamas, Móveis Soeiro, os irmãos Macieira
aos quais, posteriormente vieram a se juntar os industriais de origem
judaica como os Brunchport, os Uderman, os Lockiec, os Richard Klein,
entre outros que por décadas ou, até hoje, continuam
a engrandecer nossa entidade sindical aos quais, já em épocas
mais recentes, vieram a integrar esta Casa.
Ainda na década de 30, o nosso sindicato e a cooperativa
se estabeleceram na Av. Henrique Valladares 149, onde permaneceu
até início da década de 60, quando se transferiu
para a sede própria adquirida pela Cooperativa de Seguros
Contra Acidentes do Trabalho do Sindicato da Indústria da
Marcenaria do Rio de Janeiro, na rua Irineu Marinho.
Da década de trinta até o final da década de
70, foram vários lustros de desenvolvimento empresarial e
sindical. Aos nomes já citados e outros vieram compor os
quadros de nossa indústria e de nosso sindicato, novos empresários
e suas empresas.
Consolidado o Sindicato e a Cooperativa - fundada esta com um capital
inicial, ainda em 1932, de duzentos contos de reis - ainda no final
da primeira década, Orlando de Almeida Mattos, filho de Manoel
de Almeida Mattos, fundador de ambas as entidades, que presidia
a Cooperativa, foi obrigado, face a vacância da presidência
do sindicato, foi para ela eleito, sendo substituído na presidência
da Cooperativa por Luiz Mellone Jr., sócio da Braford, empresa
paulista que aqui também se estabelecia.
Pela confiança de seus pares Orlando de Almeida Mattos e
Luiz Mellone Jr., deram amplo desenvolvimento as duas entidades,
que se tornaram respeitadas no âmbito de suas atividades.
Novas indústrias vieram a compor os quadros da cooperativa
e do sindicato e muitos nomes surgidos ao correr do tempo - alguns
ainda hoje presentes na vida sindical - não podem ser esquecidos
pelas lutas empreendidas.
No período das décadas de quarenta a inicio de oitenta,
quando os destinos da Cooperativa e do Sindicato estiveram sob a
presidência de Luiz Mellone Jr. - até a extinção
da Cooperativa,, por força da lei que passou para o INPS,
recém criado, a carteira de seguros contra acidente do trabalho,
em 1967 - e de Orlando de Almeida Mattos - que presidiu o Sindicato
até 1982 - um nome não pode ser esquecido, pelos serviços
que prestou desde 1932, ainda quando União dos Proprietários
de Marcenarias: Octávio Lopes de Cruz.
Octávio Lopes da Cruz, ainda que não fosse fabricante
de móveis, mas empregado de ambas as entidades, foi até
1964 - quando já participante, como minoritário, de
uma tradicional empresa de móveis - Gerente do Sindicato,
deixando esta função para representar com singular
êxito nossa entidade sindical como Vogal perante a 13ª
Junta de Conciliação e Julgamento do Rio de Janeiro,
e Gerente da Cooperativa, até sua extinção
em 1967.
Em 1982 depois de conduzir o Sindicato por exatos 40 anos, Orlando
de Almeida Mattos, passou a presidência da Casa para Gil Grosman
(Celina Indústria e Comércio do Mobiliário)
que a exerceu até 1995, quando foi eleito Josef Herszenhaut
( Favo ) e que, em 1998, passou a presidência para Joaquim
Gomes da Silva ( Modern Closet ), que exerce atualmente a presidência.
Nos últimos 20 anos, grande foi a transformação
ocorrida. Aos três últimos presidentes, juntamente
com suas diretorias, coube enfrentar os novos tempos, com todas
as suas dificuldades.
Durante sua gestão, Gil Grosman comandou as reformas necessárias
que culminaram com a fusão em 1985 com o sindicato que representava
as carpintarias, tanoarias e serrarias do município,fusão
esta aprovada em 11 de fevereiro de 1985, passando o Sindicato a
denominar-se SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE MARCENARIAS, SERRARIAS,
CARPINTARIAS, TANOARIAS, MADEIRAS COMPENSADAS E LAMINADAS, AGLOMERADOS
E CHAPAS DE FIBRAS DE MADEIRAS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO,
e a obtenção de nossa sede social na Av. Franklin
Roosevelt 194, sobre loja - sala 207 - Centro/RJ.
No período seguinte Josef Herszenhaut trabalhou no sentido
de consolidar o trabalho realizado na gestão anterior, o
que vem permitindo ao presidente atual, já em seu quarto
mandato, dar novas diretrizes ao nosso Sindicato de forma a ajustá-lo
as necessidades do novo século, prenuncio do novo milênio.
Visando ajustar o Sindicato as necessidades da categoria econômica
a que pertence, o atual presidente Joaquim Gomes da Silva em seu
primeiro mandato passou a participar intensamente dos trabalhos
da FIRJAN, o que vem possibilitando a obtenção de
vitórias memoráveis, inclusive em pleitos junto ao
Governo Estadual.
Em dezembro de 2000, apoiando um pleito de associados que não
se beneficiavam dos resultados da categoria, pois não abrangidos
pela atuação da entidade, conseguimos através
do processo 46000.007662/2001, já homologado junto ao Ministério
do trabalho, a extensão da abrangência da atividade
sindical para podermos dar assistência legal aos empresários
das indústrias de junco, vime, vassouras, escovas, pincéis,
cortinas e estofos no município do Rio de Janeiro, passando
a denominação de SINDICATO DAS INDÚSTRAS DE
MÓVEIS DE MADEIRA, JUNCO E VIME, SERRARIAS, CARPINTARIAS,
TANOARIAS, VASSOURAS, ESCOVAS E PINCÉIS, MADEIRAS COMPENSADAS
E LAMINADAS, CORTINADOS E ESTOFADOS, AGLOMERADOS, CHAPAS DE FIBRA
DE MADEIRA NO RIO DE JANEIRO.
Tais vitórias e novos empreendimentos, anima a todos nós,
diretores e empresários, aos novos embates as novas lutas
que, certamente, levarão esta Casa ao seu promissor destino.
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